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Um pé lá em Santa Catarina e outro no Rio Grande do Sul

Conheço uma infinidade de geólogos que tem um irmão agrônomo. Eu também faço parte deste clã. Minha irmã (e antiga parceira de montagem de cabaninha sob as taquareiras, no pátio de casa), preferiu aprender sobre a ciência do cultivo do solo enquanto eu preferi entender e pesquisar tudo o que aconteceu antes disso. Sim, pq se hoje vemos um solo, um dia houve uma rocha!

Pois, cansada das mazelas da cidade, a agrônoma da família juntou seus trapinhos, os trapinhos do marido (que também é agrônomo) e os trapinhos do filho e se mandaram para o meio do mato. Mais especificamente para a zona rural de Jacinto Machado, no sul de Santa Catarina, próxima a região dos Cânions.  Trilhando o caminho contrário dos nossos ancestrais que sairam do campo e foram pra cidade, eles agora tiram da terra seu sustento, respiram ar puro todo dia, comungam com a natureza e brevemente estarão recebendo pessoas dispostas a compartilhar deste mesmo tipo de experiência, convidando-as a levar, pelo menos por alguns dias, uma VIDA ARTESANAL. Mas isto é assunto para outro post.

Bom, esta introdução toda foi só pra falar que a cidade de Jacinto Machado, num esforço conjunto com outras cidades do sul catarinense e norte gaúcho, buscam que a região dos Cânions do Sul seja reconhecida pela UNESCO como Geoparque. Para saber um pouco mais sobre a Rede Global de Geoparques clique aqui.

Eu, por exemplo, não tinha nem idéia de que o Brasil possui apenas 1 Geoparque: o do Araripe, no Ceará (http://geoparkararipe.org.br). Considerando o tamanho do nosso país e a diversidade de sítios geológicos que temos, um Geoparque só é muito pouco.

Sou suspeita pra falar, mas a região dos Cânions do Sul é de uma beleza sem par e em termos de história geológica nem se fala. Seria legal facilitar a difusão desta história para mais pessoas além da comunidade geológica. Muito se fala sobre preservação, mas na minha opinião é difícil levantar uma bandeira sem conhecimento de causa.

canion fortaleza

Vamos torcer para que a região dos Cânions consiga, através do seu trabalho e esforço, o merecido reconhecimento. Porque, cá pra nós, a natureza já fez a sua parte há mais de 120 milhões de anos.

Ainda vamos falar bastante sobre isto…

Um Pé Lá: em algum lugar (legal) para comer no Rio de Janeiro

Dica de Livro

Este eu ganhei de presente de aniversário, semana passada: Bistrôs do Rio de Janeiro. Onde comer bem , bacana e barato de Alex Herzog.

Bistros-Rio-de-Janeiro

Sempre gostei de guias, de todos os tipos: turísticos, gastronômicos, etílicos… Leio-os como se fossem um romance. Já comprei alguns títulos e eles me guiaram muito bem… até a porta do restaurante, quando muito pelo cardápio.

Mas este livro vai além. Ele nos leva até a história de cada restaurante ou bar que foi selecionado.

Para mim, que não sou do Rio esta leitura está preenchendo lacunas importantes na minha falta de conhecimento da gastronomia carioca. Agora, algumas coisas começam a fazer sentido!

Além da “biografia” de cada estabelecimento, podemos nos deliciar com belas fotos (não só de comida) e assim já programar o almoço do próximo findi.

E preciso confessar… já comecei a fase de “experimentação” da leitura!

Um pé no Museu do Mar, La Barra – Uruguai (2010)

Viajar com criança é uma caixinha de surpresas. Viajar com criança, no estilo “Um carro, uma estrada e um mapa GPS” é um container de surpresas…

Então a dica é: alterne atrações adultas (mas que crianças também possam participar, é claro) com atividades infantis (que podem ser divertidíssimas para nós adultos sérios, austeros e intelectuais).  Dê uma armação em arame gigante para fazer bolas de sabão na mão do adulto mais chato pra ver a transformação. Bom, mas esta história de bola de sabão é pra outro dia.

Olha aí, um exemplo de adulto sério e interessado somente em atrações sérias.

Hoje gostaria de recomendar o Museo del Mar, em La Barra no Uruguai. Conhecemos nas férias de 2010 quando fizemos Rio/Buenos Aires de carro. Prometo que um dia  faço um post com esta nossa rota que, pra quem gosta de uma estrada, é uma viagem bem legal.

Chegamos até o Museu meio por acaso: aquele era o dia “das crianças” serem privilegiadas nas atrações e achamos um folderzinho, destes que ficam na recepção dos hotéis, com a indicação.

O museu possui uma coleção de CRIATURAS marinhas com uma infinidade de exemplares, inclusive um esqueleto de baleia completo, com 20 metros de comprimento. Além disto mostra a história de grandes balneários da Argentina, Brasil e Uruguai, principalmente de Punta del Este, praia vizinha a La Barra.

Manu ficou impressionada que a baleia tem “pelinhos” dentro da boca.

Eu queria uma caixa térmica estilosa como esta.

Referência a Princesinha do Mar.

Olha o charme desta necessaire. Super prática de carregar na bolsa…

O museu está dividido em setores: dos Mamíferos marinhos, dos Caracois, dos Balneários, dos Piratas entre outros. A parte dos piratas é muito legal, com muitas lendas e histórias de piratas famosos. Diversao garantida para a gurizada.

Até onde eu sei, o museu é de propriedade particular e foi inaugurado em 1996. Desde então ele só vem crescendo, tanto em área quanto em número de peças e coleções.

Serviço

Museu do Mar

Endereço: Calle de los Corsários, bairro El Tesoro – Barra de Maldonado, Uruguai

Tel: +598(42)771817

http://www.museodelmar.com.uy

Aqui, mas com um pé lá em: Isla Negra (Chile) / 2009

Um pé em:: Isla Negra (Chile)/2009

Não é de hoje a minha vontade de compartilhar minhas viagens… Na falta de um blog pra chamar de meu, eu eventualmente tentava contribuir com textos para outros blogs.

Foi assim quando eu quis me exibir para a Rosane Tremea, responsável pelo “diariamente lido” e excelente Recortes de Viagem. Abre parênteses… Adoro este blog. Talvez pq geralmente a blogueira escreve, publica, eu leio, reflito e depois penso: é exatamente isso que eu acho! Discordamos num ponto crucial: eu NUNCA teria uma seção GATOS DE VIAGEM. Talvez cães de viagem, passarinhos de viagem, de repente até camelos de viagem, mas gatos… Never! Fecha parênteses.

Eu e minha família tínhamos acabado de chegar de umas férias no Chile e, ao ler que a Rosane não conhecia a casa de Pablo Neruda em Isla Negra não me contive… Escrevi um texto sobre nossa passagem por lá, anexei algumas fotos e enviei. E não é que ela cedeu gentilmente um espaço e publicou meu texto. Fiquei toda prosa… Mostrei pra toda família, amigos…

Pois agora recuperei o doc que enviei na época e vou postá-lo aqui, no MEEEEEU blog. Então Lá vai:

Em maio estive no Chile, de férias, e como não poderia deixar de visitar novamente Isla, escolhi um belo dia ensolarado para levar meu marido e filha a conhecer o recanto de Pablo Neruda, que eu havia conhecido há dez anos.

Museu Casa de Pablo Neruda em Isla Negra, Chile

Naquela casa encontra-se o “cavalo mais feliz do mundo”, naquela casa taças e garrafas azuis estão próximas ao mar enquanto as marrons estão pertinho da terra firme. Naquela casa existem conchas de todos os mares do mundo e carrancas de navios que protegem todas as outras coisas de Neruda. Naquela casa há o banheiro erótico e um bar onde o nome dos amigos mortos ou desaparecidos foram escritos em suas vigas. Tudo leva a crer que Neruda viveu plenamente e a gente sai de lá querendo fazer valer a pena nossa breve passagem por este mundo maluco cheio de gente maluca. Gente esta que logo após a morte do poeta, invadiu, saqueou e queimou sua morada.

Reza a lenda que a cada amigo desaparecido ou morto, nos tristes anos da ditadura de Pinochet, Neruda escrevia seu nome nas vigas do bar e bebia em sua memória.

A história de cada objeto, de cada coisa encanta de tal forma pela sua simplicidade que nos faz pensar em Neruda como um velho amigo que foi ali, mas já, já volta.
Uma vez no Chile não deixe de visitar este lugar.  E algumas dicas extras: sente no banco do jardim onde Pablo costumava observar o mar e faça isto também. Escolha um poema de Neruda e leia escutando o barulho das ondas nas rochas da praia de Isla Negra (praticamente um filme com trilha sonora). Durante a visita guiada pelos cômodos da casa, sempre que tiver alguma dúvida ou curiosidade pergunte ao guia que, orgulhosamente irá lhe responder e enriquecer ainda mais a apresentação do lugar. Pelos motivos óbvios, os chilenos em geral tem um orgulho imenso do seu poeta.

Local onde estão sepultados Neruda e Matilde Urrutia. É sentar e desfrutar… da vida!

É impossível sair de lá sem ser tocado de alguma forma. Todos são, inclusive a pequena Manuela:
– Mamãe de quem é esta casa?
– Do poeta Pablo Neruda.
– Ele escreveu o Pé de Pilão?
– Não Manu, este foi outro poeta, o Mário Quintana.
– Mas ele escreveu poesia também, né?!
– Sim…
– Então ele é muito legal!!

Manuela e suas divagações…

Um último olhar antes de dizer “Até Breve”…

Um pé onde mesmo??

Um pé lá em…

Pra bom entendedor, meia garrafa basta!

Aguardem maiores detalhes, por enquanto preciso digerir um boi!

1.2.3… testando.

No  momento com o pé aqui… Tentando entender um pouco como funciona um editor de blog. Gosto de viajar, gosto de escrever,  gosto de ler sobre viagens, mas tecnologia… Sem comentários.

O bom é que daqui a pouco, já estarei com o pé lá.

Vamos combinar que o “lá” daqui pra frente tem o significado de “não aqui”. Aquele “aqui” comun, de todo dia, vazio. O “lá” pode ser a menos de 100 metros do “aqui” mas precisa ter uma história pra contar. E é isto que pretendo fazer aqui: contar histórias das viagens, dos lugares, das pessoas que conheci nas minhas andanças. Se isto servir como dica de viagem pra alguém, beleza!

Então tá, para o primeiro post tá bom. Mas o “lá” que é bom , nada né?! Serve uma foto apenas? Então lá vai… Boa viagem!

Vista do Farol de cabo Polônio, Uruguai. (março/2010).

UM PÉ LÁ ... OUTRO AQUI

Viagens, andanças e experiências. E um pouquinho de Geologia...

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